CEO da Samara, Patrick Lowry, chama modelo de tesouraria em Bitcoin de desserviço ao acionista; mercado só aceita Strategy. Em entrevista, Lowry diz que 'ouro digital' torna BTC sensível a juros, não moeda, causando quedas com aperto do Fed.
A crítica surge enquanto a adoção corporativa de Bitcoin enfrenta escrutínio sobre eficiência de capital e classificação regulatória. Lowry sustenta que alocar capital do acionista em ativo sem rendimento falha no teste da taxa de corte, sobretudo quando yields soberanos sobem. Essa dinâmica espelha a transmissão da política monetária onde ativos de risco são reprecificados junto às expectativas de taxa terminal. A Samara, por sua vez, usa Bitcoin como capital de giro em mais de 20 fundos de venture capital, liquidando posições para atender chamadas de capital independentemente dos ciclos de preço.
Impacto de Mercado: Rejeição ao Modelo Puro Redireciona Foco Institucional
A rejeição de modelos puros de tesouraria redireciona o foco institucional para a integração operacional do Bitcoin — gestão de tesouraria que financia a atividade do negócio, não retenção passiva. Essa mudança pressiona conselhos a justificar alocações em Bitcoin frente a taxas livres de risco em alta, podendo desacelerar a adoção em balanço. Simultaneamente, a designação de empresa não operacional pela MSCI e a brecha da Lei de 1940 criam sobrecarga regulatória para estruturas de holding, enquanto experimentos de tesouraria com altcoins como Ethereum e XRP correm risco de desencadear reação ampla da lei de valores mobiliários.
Quando ativo de tesouraria correlaciona-se com postura hawkish do Fed em vez de hedgeá-lo, a alocação vira passivo — não hedge. O mercado já precifica essa distinção.
O recuo regulatório na Europa — exemplificado pela postura restrit
